EBITDA é uma sigla que todo empresário ouve quando pensa em vender — e que a maioria finge entender. Não tem vergonha nisso. É um conceito financeiro que foi emprestado do mundo corporativo e adaptado (nem sempre bem) para PMEs.
Em português direto: EBITDA é quanto o negócio gera de caixa operacional antes de impostos sobre renda, juros de dívida, depreciação e amortização.
Por que ele importa mais que o lucro
O lucro líquido é manipulável. O dono pode inflar despesas, reduzir pró-labore artificialmente, depreciar ativos mais rápido. O EBITDA tira tudo isso da equação e mostra o resultado real da operação.
Exemplo real: Restaurante fatura R$100k/mês. Lucro líquido declarado: R$3k. Parece péssimo. Mas o dono tira R$18k de pró-labore (mercado paga R$8k), passa R$4k de despesas pessoais na empresa, e deprecia R$3k de equipamentos. EBITDA real: R$3k + R$10k + R$4k + R$3k = R$20k/mês. Completamente diferente.
Como calcular o seu
Pegue o resultado líquido do mês. Some de volta: depreciação, amortização, juros de empréstimo, e a parcela do pró-labore acima do mercado. Subtraia: despesas não recorrentes que inflaram o resultado (venda de ativo, receita extraordinária).
Esse número, multiplicado pelo múltiplo do seu setor, é a base do valor da sua empresa. Simples assim.