Seu Jorge opera uma distribuidora de bebidas no interior de São Paulo há 18 anos. Três caminhões próprios, um galpão de 600m² e contratos com 340 pontos de venda. Fatura R$4 milhões por ano.
Quatro milhões de faturamento. Parece muito. Mas distribuidora é o negócio da margem fina.
A margem que engana
Margem de 8,8%. Em distribuidora, isso é normal. O negócio gira no volume, não na margem. Mas para valuation, margem baixa significa múltiplo baixo.
EBITDA ajustado: R$352k + pró-labore excedente (R$72k) = R$424.000. Múltiplo: 3,5x (logística, contrato de exclusividade regional, ativos pesados). Avaliação: R$1.484.000.
Adicionando frota (R$380k avaliada) e estoque médio (R$120k), menos dívidas de financiamento dos caminhões (R$185k):
Valor de venda: R$1.799.000.
O que sustentou o valor de Jorge: contrato de exclusividade territorial com a marca principal (sem concorrência de outra distribuidora na região), frota própria (ativo tangível), e 340 clientes ativos com histórico de 18 anos.